A família Euphorbiaceae é uma das mais diversas entre as angiospermas, compreendendo cerca de 7.500 espécies distribuídas em aproximadamente 300 gêneros. No Brasil, são registrados cerca de 70 gêneros e aproximadamente 1000 espécies. Seus membros exibem uma notável variedade de hábitos, que incluem hábitos herbáceos a arbustos e arbóreos, adaptados a uma vasta gama de ambientes. 

As principais características das Euphorbiaceaes incluem a presença de látex, flores tipicamente unissexuadas podendo estar presentes na mesma inflorescência ou separadas, como o ciátio, estrutura característica do gênero Euphorbia. Os frutos são predominantemente do tipo cápsula deiscente (esquizocarpo) ou drupa, e folhas geralmente alternas, simples ou compostas, e podem apresentar estípulas, que por vezes são modificadas em espinhos. 

As Euphorbiaceae possuem uma distribuição cosmopolita, sendo mais abundantes e diversificadas nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, a família está amplamente distribuída por todos os biomas, com uma representatividade expressiva na Amazônia e na Mata Atlântica. No bioma Caatinga, são um componente florístico de grande importância, onde muitas espécies são endêmicas e adaptadas às condições de aridez, a exemplo de gêneros como Croton, Euphorbia, Jatropha, Manihot e Sebastiania, que apresentaram ao longo do tempo desenvolvimentos morfológicos e fisiológicos capazes de suportar as limitações hídricas e a elevada incidência de radiação solar típicas desta região. Esses gêneros não só contribuem para a riqueza da flora local, mas também desempenham papéis ecológicos importantes, servindo de alimento e abrigo para diversas espécies da fauna regional.